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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Troféu Jaburu 2013 será entregue na próxima quarta-feira



           
Ely Camargo (em capa de disco lançado em parceria com Roberto Correa) e Marcos Fayad (registrado no filme de Joaquim Pedro de Andrade) são os dois principais homenageados da noite de premiações.


A solenidade de entrega do Troféu Jaburu – Edição 2013 acontece na próxima quarta-feira (dia 12 de fevereiro), às 20 horas, no Palácio das Esmeraldas. Presidida pelo Governador, a sessão fará a entrega do prêmio principal ao ator e diretor Marcos Fayad e à cantora e folclorista Ely Camargo. A cerimônia será aberta apenas a autoridades, imprensa e convidados. Saiba mais sobre o prêmio que há três décadas é concedido junto a outras comendas pelo Conselho Estadual de Cultura e confira a lista completa dos homenageados do ano de 2013.


            Ao término de cada ano, tradicionalmente no mês de novembro, o Conselho Estadual de Cultura (CEC-GO) realiza uma sessão aberta com o objetivo de homenagear e reconhecer o mérito de personalidades e instituições que se destacam por sua atuação no meio cultural, no âmbito do estado. Criado por lei no fim da década de 1970 e entregue pela primeira vez à Cora Coralina, em 1980, o Troféu Jaburu (escultura em bronze de autoria da artista Neuza Moraes) é considerado a mais distinta comenda que o Governo de Goiás concede aos nomes e valores da cultura goiana. A solenidade - que não ocorreu no mês de novembro do ano passado em função de uma reforma que estava em curso no Palácio das Esmeraldas - será presidida pelo governador Marconi Perillo e apresenta algumas novidades em relação aos anos anteriores.
           
            Uma das novidades desta edição será a entrega de uma placa de deferência para as dez empresas que mais investiram em projetos culturais beneficiados pela Lei Goyazes, nos três últimos anos. A outra novidade será a concessão de dois e não apenas um troféu Jaburu, como de costume. “O troféu será entregue a dois artistas goianos cuja contribuição não poderia mais ser ignorada pelo histórico desta premiação, no entendimento dos atuais conselheiros”, explica o presidente do CEC, Carlos Cipriano.

O presidente explica que desde 2001, apenas um troféu vinha sendo entregue a apenas um contemplado, por deliberação de uma Resolução do Conselho. O homenageado é escolhido a partir do voto dos doze conselheiros e a regra desta eleição diz que se nenhum candidato for escolhido pela maioria, ao longo de três escrutínios, o prêmio não pode ser entregue naquele ano. “Houve uma acirrada disputa entre os nomes de Ely Camargo e Marcos Fayad, que centralizaram a preferência desde a primeira votação. Diante da possibilidade de empate, na votação final e definitiva, e do risco de não termos pelo menos um nome eleito pela maioria, os conselheiros optaram por não fazer a terceira votação e, com isso, abrir uma exceção à regra da exclusividade”, justifica Cipriano.
           
           
Trajetória dos artistas homenageados com o Troféu Jaburu

            Marcos Fayad é natural de Catalão e mudou-se nos anos 1960 para o Rio de Janeiro, onde cursou Psicologia (PUC-RJ). Entre 1967-75, atuou como ator e diretor no meio teatral universitário do Rio e de Petrópolis, até criar o “Grupo Engenho”, que estreou profissionalmente em 1976, com a peça “Esperando Godot” e realizou outras quatro montagens, entre elas, “Peer Gynt”, espetáculo que alcançou sucesso de público e crítica. O grupo foi extinto em 1982. Nos anos 80, Marcos foi diretor assistente e ator de séries da TV Globo. Também participou como ator em longas-metragens brasileiros, como “O homem do Pau Brasil”, de Joaquim Pedro de Andrade. Dirigiu montagens onde dividiu o palco com Ítala Nandi, Paulo Guarnieri, entre outros atores conhecidos, ministrou cursos e oficinas para artistas brasileiros e latino-americanos, no sudeste e no nordeste brasileiro e em Caracas (Venezuela). Em 1987, foi convidado pela Secretaria de Cultura de Goiás para atuar no estado em que nasceu e transferiu-se para Goiânia, onde criou e dirigiu por quatro anos o Centro Cultural Martim Cererê e montou espetáculo homônimo, com o qual apresentou-se em Dijon (França) e ganhou o Prêmio Mambembe pela Melhor Cenografia, junto a Siron Franco. À frente da Companhia Teatral Martim Cererê, fez dezenas de montagens que foram fundamentais à formação de gerações sucessivas de atores e atrizes que hoje atuam nos palcos e filmes goianos e brasileiros, tendo participado com tais peças do Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica (FITEI), na Cidade do Porto (Portugal), no fim dos anos 90 e ao longo da década seguinte. O diretor da Cia. Teatral Martim Cererê teve sua vida e obra analisados pela crítica de teatro Carmelinda Guimarães, no livro “Marcos Fayad, a poética do Cerrado”, lançado em 2002. Mais recentemente, Fayad tem percorrido o circuito Rio-SP com seus monólogos – o último deles, sobre Antonin Artaud, “A realidade é doida varrida”, foi destaque em todas as grandes publicações da imprensa nacional, em 2013. A principal crítica de teatro do Brasil, Bárbara Heliodora, referindo-se a este espetáculo, afirmou que “Marcos Fayad é um dos maiores nomes do teatro nacional. Tem uma atuação bonita e elegante... enquanto ao mesmo tempo deixa transparecer cada emoção, cada dor, cada alegria, cada manifestação de humor”.

            Ely Camargo também é um grande nome para a música e para o folclore brasileiro. Cantora, folclorista, violonista e radialista, ainda criança cantou em coros de Igreja e atuou na Rádio Clube de Goiânia. É considerada uma das principais intérpretes do folclore brasileiro. Em 1960, participou do Trio Guairá de Goiânia. Nos anos seguintes, apresentou-se no programa que produzia na Rádio Brasil Central, retransmitido em Brasília pela Rádio e TV Nacional. Em 1962, mudou-se para São Paulo e assinou seu primeiro contrato com a Rede Tupi de rádio e televisão. No mesmo ano, gravou "Caninha verde", do folclore paulista, no LP "Canções da minha terra", além do arrasta-pé "Santo Antônio, tenha dó", de Maria do Rosário Veiga Torres, e o samba caipira "Marido pelado", de Teddy Vieira e Almayara. Em 1963, gravou a valsa "Tempos passados", de Zica Bergami, e a moda de viola "Lá na venda, lá na vendinha", de Lourdes Maia. Em 1964, gravou o LP "Folclore do Brasil", em que interpretou cantos de trabalho nas plantações de arroz de São João da Boa Vista e um canto de ferreiro, de Botucatu. Como pesquisadora de folclore reuniu em suas viagens pelo nordeste e norte um grande acervo pessoal. Em 1967, participou com grande sucesso da “Semana Cornélio Pires” realizada na cidade paulista de Tietê. Em 1968, gravou o LP "Canção da guitarra", com músicas de Marcelo Tupinambá. Ao longo da carreira gravou cerca de 15 LPs, além de compactos. Teve discos lançados na África do Sul, Alemanha, Portugal e Itália. Em 1978 lançou o LP "Minha terra", no qual interpreta entre outras, "História triste de uma praieira", "Minha terra" e "Vida marvada". O disco foi saudado com entusiasmo pelo crítico José Ramos Tinhorão em crônica publicada no Jornal do Brasil. Um de seus grandes sucessos como compositora foi "O menino e o circo", gravada por Cascatinha e Inhana. Em 1999, lançou o CD “Cantigas do povo", álbum que já havia sido lançado em forma de LP em 1983 e que teve a participação especial da Banda de Pífanos de Caruaru. A produtora audiovisual Mandra Filmes está realizando um longa-metragem sobre a vida e a obra de Ely Camargo e sua contribuição à cultura brasileira, com direção de Julio Vann e Thiago Camargo. O documentário vai se chamar “Ely Camargo – Água da Fonte” e um pouco deste material pode ser conferido no site da Mandra: http://www.mandra.com.br/videos/11.


            Medalhas de Mérito Cultural

            Além do Troféu Jaburu, a solenidade de quarta-feira também fará a entrega das Medalhas de Mérito Cultural, em total de seis comendas (distribuídas entre as áreas de Artes Cênicas, Artes Plásticas, Audiovisual, Letras, Memória e Patrimônio Cultural e Música). As medalhas serão entregues a personalidades que tiveram uma trajetória de significativa dedicação a ações nesses segmentos artístico-culturais.

A edição do Troféu Jaburu 2013 concederá a medalha da área de Artes Cênicas a Vera Bicalho, que criou há 25 anos a Quasar Cia. de Dança junto a Henrique Rodovalho, contribuindo de forma definitiva na construção do profissionalismo do fazer artístico no estado. Através do trabalho de Vera, a Quasar alcançou repercussão e atuação internacional e acumulou, em seu currículo, a montagem de duas dezenas de espetáculos, fazendo com que o Brasil e o mundo voltassem os olhos para Goiás.

Por sua vez, a medalha de Artes Plásticas será concedida a Gilmar Camilo, responsável pela curadoria e realização de diversas exposições de arte no estado e pela articulação da vinda de notórios artistas, jornalistas e críticos de arte à Goiás. Gilmar participou como jurado de salões nacionais em Goiás e São Paulo e foi grande incentivador de jovens artistas goianos.

Já a medalha de Audiovisual será entregue a Maria Abdalla, presidente do Instituto de Cultura e Meio Ambiente (ICUMAM). Abdalla é idealizadora e responsável pela realização da Goiânia Mostra Curtas, do Circuito Cinema Popular e do Curso de Formação Profissional para Cinema, entre outros projetos que contribuíram para a democratização do fazer cinematográfico em Goiás e para a difusão do audiovisual brasileiro pelo interior do estado.

A medalha de Letras vai para Delermando Vieira Sobrinho¸ vencedor de inúmeros concursos literários, tendo acumulado mais de cem prêmios ao longo de sua trajetória artística. É considerado pela crítica um dos maiores poetas de sua geração e figura na lista dos escritores mais premiados do Brasil.

Na área da Memória e do Patrimônio Cultural, será homenageada com medalha Maria Teresinha Campos de Santana¸ pela trajetória profissional pautada em defesa do patrimônio cultural, sendo a responsável pelos projetos de criação dos museus Pedro Ludovico Teixeira, Imagem e do Som (MIS), bem como pelo Centro Cultural Jesco Puttkamer da PUC-GO, entre outros museus do estado.

Na área da Música, a medalha será concedida ao maestro Eliseu Ferreira¸ regente com esmerada formação técnica no Brasil e no exterior, que tem se destacado, ao longo das últimas décadas, como elemento propulsor de formação de músicos instrumentistas de orquestra. É fruto de seu trabalho pedagógico a criação e atuação da Orquestra Sinfônica Jovem do Estado de Goiás, hoje em projeção internacional.


            A solenidade de entrega do Troféu Jaburu também oportunizará a entrega de Diplomas de Destaque Cultural do Ano de 2013 a vinte iniciativas de personalidades e instituições que se destacaram no cenário cultural e artístico do estado, na capital ou no interior de Goiás, no período compreendido entre os meses de setembro de 2012 e setembro de 2013.

            Diplomados da Capital
           
            No conjunto de personalidades que atuam em Goiânia, receberão Diploma de Destaque Cultural o escritor Heitor Rosa, pelo lançamento de seus principais romances históricos em língua inglesa e francesa; o produtor de longas-metragens e séries televisivas, Celso Martins de Oliveira (Celsão) e a produtora de animações Mandra Filmes, cujo curta-metragem “Destimação”, de Ricardo de Podestá, participou de festivais nacionais e internacionais, concorrendo em 2013 ao Urso de Cristal do Festival de Berlim. Dois artistas da música que residem na capital também serão homenageados com diplomas: a cantora lírica e professora Goiana Vieira da Anunciação e o violeiro Marcus Biancardini, cujas apresentações encantam plateias do Brasil e do exterior.

            O apresentador do Programa Frutos da Terra, Hamilton Carneiro, é outro a ser destacado com diploma nesta solenidade. Veiculado pela TV Anhanguera (Organizações Jaime Câmara) há 30 anos, o programa tornou-se notoriamente o divulgador maior das raízes, tradições e das artes goianas.

Entre as mais relevantes homenagens desta edição, está o reconhecimento ao trabalho desenvolvido por uma equipe do Museu Antropológico da UFG, (Manuel Ferreira Lima Filho, Nei Clara de Lima, Rosani Moreira Leitão, Telma Camargo da Silva e Maíra Torres Corrêa - historiadora da Superintendência do IPHAN em Goiás), que integraram a equipe de pesquisadores responsável pela pesquisa “Bonecas Karajá: arte, memória e identidade indígena no Araguaia”, com o objetivo de levantar informações etnográficas sobre o povo Karajá e, em especial, sobre o ofício e o modo de fazer a boneca cerâmica ritxòkò, pesquisa esta que subsidiou o pedido de registro desse bem cultural como patrimônio cultural imaterial brasileiro, aprovado no ano de 2012. Para Rosani Leitão, “Esse diploma de destaque cultural reflete não apenas o reconhecimento do nosso trabalho, mas também visibilidade política dos Karajá, após o registro das bonecas de cerâmica como patrimônio cultural”.

Outras quatro instituições de Goiânia terão seu trabalho destacado pelo Conselho: a CARA Vídeo Locadora, que ao longo de 25 anos contribuiu para a ampliação da cultura cinematográfica em Goiás; o Serviço Social do Comércio (SESC-GO), pela realização da 2ª edição do “SESC Aldeia Diabo Velho”, que ofereceu excelente programação e promoveu a residência e o intercâmbio entre grupos de artes cênicas do interior de Goiás; a Coordenação de Arte e Cultura da PUC-GO, pelos 30 anos de estímulo e fomento à produção artística e à circulação da arte e da cultura produzidas no meio universitário de Goiás; o Restaurante Panela Mágica, pelo constante apoio aos eventos culturais, sendo referência em atender de forma atenciosa às solicitações de artistas e produtores culturais que atuam na capital, um grande parceiro, portanto, da cultura goianiense.

Diplomados do interior de Goiás

Entre os homenageados com Diplomas de Destaque Cultural que atuam no interior de Goiás estão dois artistas da cidade de Anápolis: Cida Lino, que é precursora da dança no município e trabalha na formação de novos talentos na área, e Stallin Siriguela (Cia. Tem Sim Sinhô), responsável pela realização anual do Encontro Nacional de Palhaços e Circo de Anápolis. O trabalho abnegado de mais de 30 anos de militância e dedicação à cultura desenvolvido por Benedito Magno Vieira, no município de Itaberaí, também será reconhecido com um diploma.

Ainda entre as iniciativas do interior que serão homenageadas está o trabalho da Cia. Express’arte. Recentemente a companhia levou para as telas do cinema e para os palcos do teatro os feitos de pessoas que fizeram parte da história das cidades de Goiás (Goiandira do Couto) e de Catalão (Antero). Também serão destacados o Grupo Encantos, da cidade de Iporá, único grupo goiano convidado a participar da Jornada Mundial da Juventude, evento realizado em 2013, no Rio de Janeiro, além do Coral Solo, que sob a regência de Sebastião Curado realiza todos os anos o Encontro de Corais “Darcília Amorim”, evento que reúne corais de todo o Brasil na cidade de Goiás.

Já entre as iniciativas culturais que partem do poder público, nos diferentes municípios goianos, e que concorreram ao Diploma de Destaque Cultural em 2013, ressalta-se nesta edição a atuação de três prefeituras: Acreúna, Formosa e Serranópolis. Em Acreúna, chama atenção o trabalho do diretor de cultura Ruyter Fernandes Barbosa, que promove ações que dão vida à Biblioteca Municipal Jerônimo Martins Marquez, como as sessões do Cineclube Sétima Arte e o projeto “Heróis de Papel”, incentivador do contato com a leitura através dos gibis, entre outras ações que visam manter vivo o interesse pela arte e pela cultura num município cujo poder público historicamente deu pouca atenção à área.

Em Formosa, a secretária de cultura Vera Pereira Couto vem se destacando pelas diversas ações implementadas, como a criação e manutenção da Companhia Municipal de Teatro de Formosa, o apoio à realização do VI Congresso Latino-Americano de Compreensão Leitora e a inauguração do Espaço Cidadania, oferecendo cursos de teatro e música, e de Centros de Usos Múltiplos que sirvam de palco à difusão artística nos bairros, atuando de forma a transformar o cenário cultural da cidade.

Por sua vez, o destaque de Serranópolis é a atuação da secretária de cultura e turismo, Neila Carvalho Lima, que há três anos é responsável pelo “Armazém Cultural”, criado a partir da revitalização de um armazém de arroz construído nos anos 1970. Trata-se de um complexo cultural mantido pela prefeitura, com quatro galpões que abrigam o Museu Serra do Cafezal, o Bazar Serrano, a Oficina Poli-Arte e a Sala Eliziário. O complexo tem sido palco de diversas apresentações e eventos culturais que deram outra feição à vida cultural e social de Serranópolis.

           

Empresas Parceiras do Programa Goyazes

Atendendo um pedido da Secretaria de Estado da Casa Civil, o CEC-GO também preparou uma ação de reconhecimento às empresas que mais investiram em projetos financiados com dedução do ICMS através do Programa Goyazes, nos últimos três anos. A partir de levantamento dos dados de patrocínio do Goyazes, disponibilizados pela Secretaria de Estado da Cultura (SeCult-Goiás), o Conselho chegou ao nome das dez empresas que mais investiram em Cultura através da Lei Estadual de Incentivo – Lei Goyazes, entre janeiro de 2011 e setembro de 2013. Durante a solenidade, estas empresas receberão como distinção do Governo estadual uma placa de destaque pelo compromisso com o desenvolvimento do setor cultural em Goiás.

Segue abaixo, por ordem classificativa, a relação das dez empresas que mais investiram no Programa Goyazes nos útlimos anos:

  1. Belcar Caminhões e Máquinas Ltda
  2. SAMA S/A – Minerações Associadas
  3. Navesa Nacional de Veículos Ltda
  4. Complem – Cooperativa Mista dos Produtores de Leite de Morrinhos
  5. Novo Mundo Móveis e Utilidades Ltda
  6. Papelaria Tributária
  7. Futura Caminhões e Máquinas Ltda
  8. Cipa Industrial de Produtos Alimentares Ltda
  9. RMZ Distribuidora de Cosméticos Ltda
  10. Rodonaves Transportes e Encomendas Ltda





Cerimônia para convidados e imprensa

O Conselho Estadual de Cultura informa que, em função da quantidade de comendas e placas a serem concedidas nesta solenidade e da capacidade de lotação do Salão Dona Gercina Borges, do Palácio das Esmeraldas, o acesso à sessão de premiação será restrito à imprensa, às autoridades e aos homenageados, além de convidados. O objetivo desta medida, de acordo com o presidente do Conselho, é “tornar a cerimônia mais confortável e agradável para os próprios homenageados, que muitas vezes têm que aguardar por horas e, ainda por cima, em pé, o momento de receber a sua comenda. Assim optamos por fazer uma redução do público que presenciará a entrega das comendas, para benefício do próprio evento”, explica Cipriano.

Serviço:

Entrega das Comendas da Cultura do Estado de Goiás
Troféu Jaburu – Edição 2013
Local: Palácio das Esmeraldas, Praça Cívica, Centro – Goiânia
Data: 12 de fevereiro de 2014 (quarta-feira)
Horário: 20 horas
Entrada: Mediante apresentação de convite individual.


Relação completa dos homenageados do ano de 2013:


TROFÉU JABURU:

Ely Camargo e Marcos Fayad


MEDALHAS DE MÉRITO CULTURAL:

Artes Cênicas: Vera Bicalho

Artes Plásticas: Gilmar Camilo

Audiovisual: Maria Aparecida Abdalla

Letras: Delermando Vieira Sobrinho

Música: Eliseu Ferreira
     
Memória e Patrimônio Cultural: Maria Teresinha Campos de Santana


DIPLOMAS DE DESTAQUE CULTURAL DO ANO:

Aparecida Ramos Lino – Cida Lino
Benedito Magno Vieira
CARA Vídeo Locadora
Celso Martins de Oliveira – “Celsão”
Cia. Express’Arte
Coordenação de Arte e Cultura – PUC-GO
Coral Solo
Goiana Vieira da Anunciação
Grupo Encantos
Hamilton Carneiro
Heitor Rosa
Israel Stallin Ferreira Diniz – Palhaço “Siriguela”
Mandra Filmes
Marcus Biancardini
Museu Antropológico da UFG
Prefeitura de Acreúna e Secretaria Municipal de Cultura de Acreúna
Prefeitura de Formosa e Secretaria Municipal de Cultura de Formosa
Prefeitura de Serranópolis e Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Serranópolis
Restaurante Panela Mágica
Serviço Social do Comércio – Administração Regional do SESC Goiás

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Conferência Setorial de Artes Visuais elege delegados e apresenta propostas para a área




 A área setorial das Artes Visuais reuniu-se na noite do dia 17 de setembro, no Auditório do Museu Zoroastro Artiaga (Praça Cívica), com o objetivo de discutir as Metas do Plano Estadual de Cultura, conforme minuta disponibilizada pela SeCult-Goiás. A reunião contou com a presença de apenas 7 participantes, sendo todos da sociedade civil, além dos conselheiros estaduais Carlos Cipriano (Presidente do CEC-GO) e Aguinaldo Coelho (que ocupa a cadeira da área de Artes Plásticas e é também o Vice-presidente do CEC-GO). O motivo do baixo índice de participação talvez tenha sido a coincidência de data e horário com outros eventos que ocorreram na agenda cultural da Capital.
A Conferência Setorial de Artes Visuais contou com a participação de 6 pessoas de Goiânia e 1 de Inhumas. Participaram pessoas ligadas aos seguintes coletivos, grupos, associações, projetos e instituições: Conselho Municipal de Cultura de Inhumas, Associação Goiana de Artes Visuais (AGAV), Arte Plena, Coletivo Fake Fake, Hábil Produção e Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás (FAV/UFG).


Debate das Metas do Plano de Cultura

No transcorrer da leitura das Metas previstas na minuta do Plano Estadual de Cultura (PEC-GO), surgiram dúvidas a respeito das etapas anteriores de elaboração do Plano e outras tantas sobre os indicadores da situação atual do setor cultural em Goiás, como e se foram de fato definidos esses indicadores no momento de se fazer o diagnóstico, antes se pensar nas Metas. Foi observada a imperdoável ausência das artes visuais entre os segmentos para os quais se prevê a criação de Fóruns Setoriais Estaduais.

Atuação do Governo de Goiás junto ao setorial de Artes Visuais

Foram comentados alguns aspectos da atual gestão da SeCult-Goiás, que vem tomando atitudes das quais o setor discorda. A percepção geral é a de que a Secretaria foca toda a sua atenção na arte e na cultura popular, virando as costas para as artes visuais, talvez consideradas como sendo uma coisa “elitista” pelos gestores. Além disso, foi dito que a SeCult não sabe muito bem lidar com as críticas e reclamações feitas pelo setor cultural.
Criticou-se a atuação governamental com foco exclusivo na realização de grandes eventos culturais que não têm conceito definido, tais como o FICA, que é um festival de cinema com shows de música lotados, mas salas vazias de espectadores – ninguém vê os filmes ambientais. O FICA teria ainda se tornado um “festival multicultural com cara de nada”, com programação inflada de atividades diversificadas, mas que não se complementam, nem dialogam. O FICA estaria ainda tratando as artes visuais como mera “decoração”, sem proporcionar estrutura básica para que se façam exposições e apresentações dos artistas de outras linguagens (que não a música e o cinema) de forma minimamente digna.
As reclamações sobre a atuação do Governo de Goiás junto ao setorial de artes visuais não se restringiram à SeCult. As exposições no Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) não têm recebido qualquer tipo de apoio que não a disponibilização do espaço – não há iluminação adequada, não é garantido o seguro das obras, não se dá apoio à confecção de catálogos e a divulgação, etc.
Foi enfatizado que um dos problemas da gestão dos assuntos da cultura no Estado seria o choque entre as gestões dos diferentes espaços, que concorrem pela distribuição de recursos e não permitem uma atuação sistêmica da parte do governo, de forma a obter resultados positivos e integrados. O CCON está sob a responsabilidade da Casa Civil, a SeCult cuida do Teatro Goiânia, Centro Cultural Martim Cererê, entre outros centros de formação e espaços de difusão, e agora teremos que lidar com mais um órgão a gerir um espaço cultural – a Goiás Turismo, agência que fará a gestão da Vila Cultural, a ser inaugurada ainda este mês de outubro.

Programa Goyazes e Lei de Incentivo à Cultura de Goiânia

Em relação à Lei Goyazes e à Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia, foi dito que os recursos aprovados para os projetos não têm sido suficientes para executar a integralidade do que é apresentado pelo proponente em sua proposta, o que ameaça comprometer inclusive a prestação de contas. Por vezes os projetos culturais sofrem cortes significativos em seus orçamentos ou simplesmente não cabem nos valores praticados, tornando-se inviáveis.
Foi lembrada a dificuldade de captação na Lei Goyazes, que tem uma enorme fila de projetos aguardando a captação, fila que foi gerada durante o atual governo, desde o primeiro corte feito pela SeFaz no orçamento do Programa Estadual de Incentivo à Cultura, em 2011. Muitos até desistiram de seus projetos, por ficarem sem condições de captar durante três anos de sucessivos cortes. É preciso que a Secretaria planeje melhor a captação na Goyazes, nos próximos anos, em sintonia com a aprovação dos projetos e de forma a equilibrar o déficit entre o ritmo da captação e o valor acumulado em projetos aprovados nos últimos três anos.
Sugeriu-se que a inscrição de projetos no Sistema de Financiamento à Cultura (Lei Goyazes e Fundo Cultural) seja informatizada ou que seja feita através do Salic Web.

Espaços culturais (museus e galerias)

Muito se falou, na Conferência Setorial de Artes Visuais, do atual estado de abandono e negligência a que estão submetidos os museus, acervos e galerias que estão sob a responsabilidade do Governo de Goiás. A inexistência de suporte, quadro de pessoal qualificado e aparelhamento adequado de tais espaços – de forma que possam receber exposições com a regularidade esperada pelos artistas e pelo público – tem onerado ainda mais os projetos, inviabilizando a execução nos valores praticados pelos mecanismos de incentivo. Esses espaços deveriam permitir a itinerância de exposições, mas a circulação das artes não é, nem nunca foi, o foco das políticas culturais.
Diagnosticou-se como necessária a ocupação dos espaços públicos de cultura para realizar, mas não só isso: é preciso dispor de recursos para realizar. Um dos participantes lembrou que, em alguns momentos, projetos aprovados na Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Goiânia estiveram vinculados à exposição em espaços públicos do município e do Estado.
Foi enfatizado que são raros os artistas que dispõem de recursos para fazer uma exposição individual. É preciso que seja feito algum investimento na adequação destes espaços públicos e que se faça a previsão de recursos para a confecção de catálogos e para outras formas de apoio ao artista que for expor. Não adianta disponibilizar apenas o espaço para a exposição e não oferecer nenhum custeio aos demais itens que ela requer.
Sugeriu-se que sejam abertos editais de ocupação dos espaços públicos para exposições e residências (visando ocupar, principalmente, as Galerias Frei Confaloni e Sebastião dos Reis), assegurando recursos para a manutenção de atividades de artistas e coletivos. Foi esclarecido que os recursos da arrecadação tributária líquida repassados ao Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás não poderão ser usados para aparelhar e adequar os espaços da SeCult-Goiás, mas que os editais desta via de apoio à cultura podem prever um limite individual de apoio mais alto aos projetos de exposições, de modo a compensar esta ausência de estrutura nas galerias e museus.
Quanto aos espaços públicos sob a gestão do Estado de Goiás, foi solicitado que sejam equipados, estruturados e que disponham de pessoal qualificado para o trabalho – tais espaços, atualmente, não têm mais nada a oferecer além do vazio – até a parede das galerias são os artistas que têm que pintar.
Não adianta ter corpo gestor de espaços culturais se estes equipamentos não dispuserem de estrutura mínima, nem de recursos. As artes visuais estão abandonadas em Goiás. É hora de o poder público dar maior atenção às medidas estruturantes, que apresentem melhor relação custo-benefício e efeito mais duradouro.




Eventos estratégicos para o desenvolvimento das Artes em Goiás

Na contramão da realização de eventos sem conceitos bem definidos por uma Secretaria que não dispõe de diretorias responsáveis pelas linguagens artísticas, a área setorial de artes visuais propõe a criação de uma política de eventos estratégicos, a serem concebidos com a participação dos artistas e demais interessados, de modo a encontrar formatos que estimulem toda a cadeia produtiva do segmento.
É proposta da Conferência Setorial de Artes Visuais que o Governo de Goiás institua um projeto de Festival de Artes Visuais. Mesmo concordando que um festival não é o que vai fomentar a área em Goiás, os presentes observam que as artes visuais ficam no prejuízo em relação a outras áreas para as quais o Estado já proporciona eventos. Nos festivais como FICA, TeNPo e Canto da Primavera, além da promoção e da valorização dos artistas locais, são oferecidas oportunidades de negócios, de qualificação artística e de intercâmbio com produtores, agentes e artistas de outros estados e países.
Também foi sugerida, na mesma linha de eventos estratégicos, a criação de uma Feira de Artes em Goiás, adotando um formato que contemple a comercialização de obras e outras ações, entre elas as educativas, a serem discutidas com a sociedade civil. Neste evento estratégico seria importante que o governo firmasse parcerias com a iniciativa privada para promover a comercialização. A Feira de Arte deve ser um evento completo (com palestras, cursos) e que valorize toda a cadeia produtiva. Para ela devem ser trazidos curadores de fora, para que conheçam a arte produzida em Goiás, atraindo pessoas que realmente vão abrir as portas para os artistas locais.
Além das ações descritas acima, sugere-se à Secult que proceda à criação e manutenção de outros projetos que facilitem o intercâmbio entre os artistas.

Mobilização e organização política dos artistas

A sensação entre os representantes da área setorial presentes ao encontro é a de que, nos últimos anos, houve retrocessos e, espantosamente, não houve muitas reclamações da parte dos artistas, que procuram se virar como podem sem abandonar seus projetos de realização. Isso reflete certa desunião e desarticulação entre os artistas de Goiás.
Mesmo assim, foi sugerido que se designasse uma comissão para ter uma conversa com o Secretário, pois a situação está bastante crítica. Sugeriu-se que antes de ir à SeCult essa comissão elabore um documento, uma carta, e que colha assinaturas para endossar as reivindicações da área.
Falta iniciativa aos artistas, que não se mobilizam e assistem às outras áreas fazerem suas conquistas. Com isso, as artes visuais estariam perdendo seus espaços – os artistas não ocupam.
Foi dito que é preciso valorizar o papel das associações, que zelam pelos interesses coletivos e conseguem vitórias que beneficiam várias pessoas, não apenas os associados. Entretanto, sabe-se da histórica resistência dos artistas plásticos à militância associativista.




Proposições e encaminhamentos

O encontro setorial de artes visuais elegeu duas ações prioritárias a serem adotadas pelo Estado de Goiás, que deverão ainda ser aprovadas na plenária da Conferência Estadual de Cultura:

1)    Instituir um programa de fomento às artes visuais no âmbito do Fundo Estadual de Cultura, que conceda financiamento aos projetos de bolsas, residências e manutenção de atividades de grupos e coletivos; exposições individuais e coletivas; publicação de livros de artistas e de fotografias; além de ações que promovam o intercâmbio, a formação artística, a valorização da memória, arquivos e documentação, pesquisa e/ou registro da história das artes visuais no Estado de Goiás;

2)    Criar um programa anual de bolsas de criação em artes, com ocupação e residência artística a ser desenvolvida nos espaços públicos e galerias mantidas pelo Estado de Goiás, servindo ao desenvolvimento de trabalhos em ateliê e à exposições que dêem visibilidade aos novos talentos.


Delegados(as) eleitos(as):

Sociedade civil:
Titular: Wanessa Cruz Bezerra
Suplente: Alessandro Elias Silveira


Observações:

No relatório da Conferência Setorial também foram incluídas todas as propostas do setor de artes visuais construídas pelo Fórum Setorial de Artes Visuais, no ano de 2011, que por motivo de falta de espaço, seguem transcritas em sua forma original no link indicado (clique aqui). No blog criado para o Fórum, à ocasião dos seus encontros, podem ser conferidas algumas fotos realizadas à época do evento – que envolveu um número considerável de artistas e foi bem mais representativo da área setorial que a Conferência Setorial de Artes Visuais realizada em 2013.

Esclarecemos e justificamos que, embora o número de participantes desta Conferência Setorial tenha sido bem inferior ao exigido pelo regulamento (como cota mínima de participação para eleição de delegados na Conferência Estadual), os presentes solicitaram à Comissão Organizadora que aceitasse ao menos um representante da área, que não pode ficar sem representação na III Conferência de Cultura do Estado de Goiás. Sendo assim, procedeu-se à eleição de delegados.


Conferência Setorial de Dança elege delegados e prioridades




A área setorial da Dança reuniu-se na manhã do dia 19 de setembro, no Auditório da Faculdade de Educação Física da Universidade Federal de Goiás (FEF/UFG), com o objetivo de debater e avaliar o atual cenário da dança e fazer proposições para a implantação de políticas públicas estaduais que atendam suas demandas. A reunião contou com a presença de 66 participantes, sendo 54 da sociedade civil e 12 do poder público, além dos conselheiros estaduais Carlos Cipriano (Presidente do CEC-GO), Almir Amorim e Sacha Witkowski (que representam a área de Artes Cênicas no Conselho).

A maioria dos que estiveram presentes à Conferência Setorial de Dança é residente em Goiânia, registrando-se também a participação de pessoas de Aparecida de Goiânia (4), Anápolis (3), Trindade (2) e Senador Canedo (1). Participaram pessoas ligadas aos coletivos, grupos, associações, projetos, escolas e instituições listadas a seguir: Academia de Dança Velancio Lopes e Poliana Campos; Academia Andrea Pacmerston; Studio Dançarte; MVSIKA! Centro de Estudos; Compassos Studio de Dança; Associação dos Surdos de Goiânia; Afoxé Ode Omo Odé; Cia. de Dança Hérika Crosara; Cia. de Dança Cowboys Arrojados; Cia. de Dança Basileu França; Cia. Das Los; Grupo Evangélico de Dança Shalon; Cia. Atos; Cia. Havilá; Quasar Jovem; Fórum de Dança de Goiânia; Fórum Setorial de Dança de Anápolis; Grupo Acessos ao Movimento; Grupo Underground; Grupo de Dança Cristina Mendes; Grupo de Break Dance Megabreak; Porquá? Grupo de Dança; Mais Um Baú de Idéias; Casacorpo; Engrupe – Dança; Dance for life crew; Escola de Dança Jaime Aroxa - Goiânia; Escola de Dança de Anápolis; Conselho Municipal de Cultura de Anápolis; Secretaria Municipal de Cultura de Anápolis; Dança de Rua Basileu França (DRBF Crew); Teatro SESI; Núcleo Coreográfico SESI/UFG; Instituto Federal de Goiás (IFG); Pró-Reitoria de Extensão, Cultura e Assuntos Estudantis da Universidade Estadual de Goiás (UEG); Ciranda da Arte; Centro Livre de Artes – Prefeitura de Goiânia; Interartes / CNPQ – Rede FAPEG; Colegiado Setorial de Dança / CNPC-MinC; Ballet e Jazz CPMG – Hugo de Carvalho Ramos; dos grupos de teatro Guará e Salão de Baco; dos espetáculos “Dúplice” e “Caçada”; além de alunos e professores do curso superior de Dança da Universidade Federal de Goiás (UFG), de bailarinos, coreógrafos e educadores, de profissionais que trabalham a dança de salão com o público da terceira idade e pesquisadores de danças circulares sagradas e de danças populares brasileiras.




Assuntos debatidos pelo setorial

Foi realizado um momento de informes sobre a constituição dos Planos e Colegiados Setoriais no Sistema Estadual de Cultura de Goiás (SEC-GO), prevista para ocorrer em um futuro próximo, bem como sobre o papel e a atuação dos delegados eleitos para a Conferência Estadual de Cultura. Por solicitação da plenária, foi também abordado o atual estágio de terceirização da gestão dos espaços e equipamentos públicos de cultura, no âmbito do Governo de Goiás.

Atuação da SeCult-Goiás

Apontou-se como um problema a ausência de uma gerência ou diretoria de dança no organograma da SeCult-Goiás, o que resulta na falta de representação da área setorial na definição dos programas, projetos e ações da Secretaria. Também foi indicado como um problema a ausência de representantes da área na administração dos espaços e equipamentos culturais que são utilizados por artistas de dança, sejam eles de difusão ou de formação.

Tratou-se da inexistência de uma política contínua de ocupação de espaços e de divulgação dos eventos e espetáculos de dança em Goiás. Por todas essas razões, concluiu-se que é preciso brigar por este espaço para o setorial de dança dentro da gestão pública da cultura no Estado, instituindo uma diretoria própria para a área artística no organograma da SeCult.

Eventos e espaços culturais do Governo de Goiás


Lembrou-se que o atual Governador, quando em sua primeira gestão, manifestou o desejo de promover eventos em cidades do interior e resolveu que o evento da área de dança seria sediado na cidade de Anápolis. Outras linguagens já possuem os seus festivais e o evento de dança em Anápolis (Paralelo 16) foi transferido para Goiânia, embora já faça alguns anos que não se realiza nenhuma edição do festival.

Questionou-se quais são as contribuições efetivas dos festivais governamentais para o desenvolvimento cultural dos municípios que sediam os eventos, tais como o TeNPo – Festival Nacional de Teatro de Porangatu ou o FICA – Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental da Cidade de Goiás. Ou mesmo a contribuição destes festivais para o desenvolvimento dos setores artísticos do Estado de Goiás ao qual tais eventos se vinculam.

Foi observado que os eventos culturais do Governo de Goiás consomem quase a totalidade dos recursos disponibilizados aos projetos, programas e ações da SeCult-Goiás, enquanto os espaços culturais mantidos pela pasta estão abandonados, sem qualquer estrutura e contando apenas com quadro de pessoal mínimo para atender os usuários, sejam artistas ou o público (quando não estão fechados para reforma).

Em contraposição à histórica omissão do Governo de Goiás junto à área setorial, elogiou-se a atuação do SESC-GO e do SESI-GO, que há anos vêm atuando para “tapar os buracos” deixados pelo Estado de Goiás. Reclama-se que o Estado nunca cumpriu muito bem seu papel junto aos segmentos que estão integrados nas Artes Cênicas (Circo, Dança e Teatro).


Conscientização, organização e mobilização política da área setorial

Historicamente, a mobilização do pessoal da dança sempre foi difícil e a própria diversidade dos segmentos (contemporâneo, ballet, dança de salão, jazz, dança folclórica, popular, etc) contribui para que aconteçam desencontros de interesses.

A área setorial da dança ainda se exime da participação política e da ocupação dos espaços de representação e interlocução com os governos, mantendo um perfil de pouco volume e pequena participação dentro do ambiente político – e é necessário que os profissionais da dança em Goiás façam uma auto-avaliação de sua participação.

Falou-se da necessidade de um posicionamento mais crítico e político por parte dos artistas da terra, que vislumbre políticas de cultura de longo prazo. Da necessidade, também, de uma responsabilidade maior que a de tocar os projetos pessoais: a de pensar de forma coletiva e agir de maneira não individualizada, garantindo a participação da classe junto às decisões tomadas pelos gestores públicos. Falou-se também da criação de cooperativas de grupos e companhias para ajudar a fortalecer a mobilização. É preciso começar a formar lideranças, sem as quais é praticamente impossível avançar nas conquistas para a área.

Foi comentada a mobilização e organização do setorial de dança em Anápolis, que este ano já realizou dois encontros do Fórum Setorial de Dança, agregando a contribuição de pessoas de outras localidades em suas discussões locais, além do papel do curso de Dança da UFG, que também deveria ter uma responsabilidade na formação política dos seus alunos.

Programa anual de Fomento à Dança em Goiás

No que diz respeito ao fomento setorial da Dança, o Fórum de Dança de Goiânia já havia encaminhado ao CEC-GO uma proposta de distribuição de recursos entre as modalidades de manutenção de grupos, coletivos e companhias de dança, montagem e apresentação de espetáculos de dança (com abertura a intervenções urbanas e aos projetos de videodança), além de circulação de espetáculos da área.

A proposta foi apresentada pelo Fórum a propósito da efetivação do Fundo de Arte e Cultural do Estado de Goiás. Nesta proposta também foram solicitados investimentos em eventos de difusão, projetos de capacitação / qualificação na área da dança, intercâmbio e residências artísticas, e em projetos que tratem da memória da linguagem em Goiás (documentação, arquivos, registros e publicações). As sugestões do Fórum de Dança de Goiânia foram incorporadas ao conjunto de proposições feitas pela Conferência Setorial de Dança e encaminhadas à SeCult-Goiás, através do relatório do encontro setorial.

Formação e capacitação em Dança

Quanto à formação para a dança, foi levantado o questionamento sobre até que ponto os espaços de formação sediados em Goiás estão dando conta da missão de capacitar os alunos que os procuram para aprender técnicas e métodos. Nesse sentido, foi sugerida a instituição de um programa de fiscalização dos profissionais que atuam como professores de dança, levantando questões a serem respondidas em futuros encontros do setorial.

Mencionou-se a experiência inédita que está sendo implementada pelo SESI, em parceria com a UFG: o Núcleo Coreográfico. Trata-se de uma importante ferramenta criada para fomentar o surgimento de novos talentos na área. Este projeto visa, ao longo de oito meses, possibilitar a inserção de novos coreógrafos de Goiás no cenário da dança, através da realização de mini-residências com coreógrafos do Brasil, além de oficinas de capacitação técnica e de acompanhamento teórico.
        
Danças populares e tradicionais

As danças populares e tradicionais foram lembradas no encontro setorial, principalmente porque recebem pouca atenção até mesmo das entidades culturais que se inserem no segmento do folclore no Estado de Goiás. O que acontece é que ninguém olha esse lado e nós estamos perdendo uma parte da nossa cultura tradicional. Cadê a prosódia do povo goiano, como eles cantam? Como eles dançam? Tudo isso pode ser perdido. Não deixar de lado as culturas populares e tradicionais que definem a identidade goiana.

Revisão das Metas da minuta do PEC-GO

No que diz respeito às metas constantes da minuta do Plano Estadual de Cultura de Goiás (PEC-GO) a área setorial de dança foi enfática na proposta de reduzir a quantidade de metas a um terço (de 47 para 15), em nome da viabilidade e exequibilidade do próprio Plano de Cultura. O setorial propõe que sejam excluídas em conjunto aquelas metas que dizem respeito à demandas muito específicas dos diferentes segmentos (música, audiovisual, patrimônio, museus, bibliotecas, culturas populares, etc), porque a própria SeCult-Goiás já está propondo, para um futuro próximo, a criação de Planos Setoriais de Cultura – instrumentos apropriados para aprofundar o detalhamento das demandas específicas de cada área e segmento artístico-cultural.

A Conferência Setorial de Dança propõe que as metas que já estejam previstas no Plano Nacional de Cultura ou que sejam obrigações a serem cumpridas pelos municípios, ao aderirem ao SNC, sejam igualmente retiradas do Plano Estadual, por constarem em redundância ao que já está disposto em outros instrumentos legais de planejamento e gestão pública da cultura.

Além da redução da quantidade de metas do PEC-GO, a área setorial da dança propõe que a Conferência Estadual também faça uma discussão ampliada da seguinte pauta:

a) terceirização da gestão dos espaços culturais mantidos pelo Estado;

b) criação de uma política que defina quem são as pessoas habilitadas a gerir os espaços de formação;

c) a realização de eventos pelo Governo de Goiás (em específico, pela SeCult-Goiás);

d) a valorização dos espaços e equipamentos de difusão e formação artística.




Proposições e encaminhamentos

O encontro setorial de dança elegeu três ações prioritárias a serem adotadas pelo Estado de Goiás, que deverão ainda ser aprovadas na plenária da Conferência Estadual de Cultura:

1)    Instituir um programa de fomento à dança no âmbito do Fundo Estadual de Cultura, que conceda financiamento aos projetos de manutenção de atividades de grupos, coletivos e companhias de dança; festivais e mostras de dança; montagem, apresentação e circulação de espetáculos de dança; além de ações que promovam o intercâmbio, a formação artística, a valorização da memória, arquivos e documentação, pesquisa e/ou registro da história da dança no Estado de Goiás;

2)    Promover a capacitação do quadro de pessoal, a estruturação e a adequação dos equipamentos culturais de difusão e formação artística, de maneira a implantar políticas específicas que atendam às necessidades da dança;

3)  Reverter o processo de terceirização da gestão dos espaços culturais que atualmente são mantidos pelo Estado de Goiás, de forma que o poder público assuma todas as suas responsabilidades para com o pleno exercício e acesso aos direitos culturais.




Delegados(as) eleitos(as):

Sociedade civil:
Titular: Juliana de O. Ferreira
Titular: Thays Benício Leandro
Titular: Adriane Maria dos Santos Reis
Suplente: Juliano Pereira de Andrade
Suplente: Bonfim Gésio Lino dos Santos
Suplente: Luciana de Medeiros Celestino

Poder público:
Titular: Luciana Gomes Ribeiro
Suplente: Aparecida Ramos Lino (Cida Lino)